Terceiro Encontro da FAMÍLIA SÓ
O III Encontro dos descendentes de Manoel e Maria Candelária, além de reforçar os laços de amizade entre os primos, teve também uma explanação bastante didática com a apresentação de fotos, objetos, documentos, mapas e plantas realizada pelo pesquisador José Antônio Só de Castro e por seu irmão Sérgio Cláudio Só de Castro. A parte de mapas foi feita pela arquiteta Maria José Só Rodrigues. Todos nós, adultos e crianças, fomos transportados para 1850, numa Porto Alegre quase vila, para a Praça dos Ferreiros esquina Beco da Ópera (esquina rua Uruguai, praça Montevidéo). Pois aí começa a história do Estaleiro SÓ que pertenceu à Familia Só durante 123 anos. Era nesta esquina, numa casa que fazia sinos de Igreja, ferros de engomar, rebits para embarcações, pois já tinha vocação naval, e mais tarde mantinha os vapores que abasteciam as tropas que lutavam na guerra do Paraguai. Com a história do Estaleiro, foi contada muito da história do Rio Grande. Mas só em 1950, houve a mudança para zona sul da cidade. O Brasil cresce no governo de Juscelino, Porto Alegre se expande e o Estaleiro também. É nele que são construídas as grandes barcaças para a Baia (Taparica), logo começam a ser construídos os navios de grande porte para diversos lugares. Mas em 72 veio a grande crise: a distância, a dificuldade de comunicação e principalmente a diferença sofrida pelas regras de distribuição de verbas trouxeram dívidas. Negado empréstimo, o Estaleiro foi vendido em pouco tempo, abandonado chegando a falência.
Mas foram os mais jovens descedentes que gostaram de saber ter sido fabricado nas oficinas do seu Tataravô, o 1° motor a querozene no Brasil. Orgulhosamente olhavam a medalha ganha pelo feito. Mas mais pitorescos são os comentários sobre a foto da visita da Princesa Isabel junto ao escravo, já alforriado, que permaneceu sempre com os Sós, nas oficinas.